Comunicação

07 de outubro de 2015 | 09:47

Ensino médio goiano, Perillo presidente e a morte da esperança

Daí transferir a educação pública, gratuita e laica e que, de outro modo, é em si, uma conquista da modernidade porque mira, sobretudo, na justiça, no bem-estar social e na igualdade para, por exemplo, militares, organizações sociais (OS), organizações não-governamentais (ONG's), mas também, podem ser igrejas, sindicatos, entidades como Maçonaria, Rotary ou qualquer uma outra, o essencial mesmo é se desfazer desse "trambolho" institucional e que nada tem que ver com um governo neoliberal, de direita, patriarcal e atrasado como o que temos pelas bandas goianas.

O lapso, no entanto, é que a "coisa educacional" que já é a educação estadual, não é uma casualidade, não é um acontecimento espontâneo ou aleatório. Esta pletora é uma construção social, lenta, mas intensa; delicada, porém, profunda; sutil, no entanto, decidida e estruturante.

Este cânyon ou fosso social ou vale de lágrimas que trespassa, de ponta a ponta, todo o tabuleiro goiano nasce da concepção dependentista, marginal e entreguista de quem governa o Estado para ricos e abonados e que, portanto, crê fanaticamente na teologia de mercado e, por isso, cantarola aqui e alhures de que a saída para todos os nossos males está na grande empresa; na concessão de bilhões de dinheiros públicos para milionários e que irão gerar "meia mão" de empregos; no grande agronegócio que expulsa famílias rurais para o pavor periférico de nossas médias e grandes cidades; na capitulação aos empreendimentos da especulação rural e urbana e que confina milhões de seres humanos no pior da vida social das cidades.

 Em quase vinte anos de gestão tucana, Marconi Perillo, o vaidoso e travesso "kapo" do "tempo novo" entregará para o populacho goiano, um ensino médio em sua totalidade fracassado, arruinado, desprovido de conteúdo educacional, portanto, de transformação do espírito humano.

De outro modo, tenho que fazer justiça para com milhares de professores, diretores, funcionários, estudantes anônimos e mesmo gente do povo que, ao seu modo, na base do improviso, na militância do melhor das criatividades e em sempre viva solidariedade impedem que a "terra da educação" seja completamente arrasada e esterilizada.

De nossa parte é dever lutar pelo ensino público, gratuito e de qualidade. Esse tripé articulado e em movimento gera uma consciência pública notável, comportamentos sociais que se integram, que geram harmonia e que dão forma para projetos de sociedade, de nação e de futuro.

Quanto ao Perillo, ao hábil e midiático Perillo como Presidente do Brasil... Que Deus ou o diabo nos projeta!

 

 Ângelo Cavalcante
Economista, cientista político, doutorando na USP e professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG)




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