Comunicação

05 de fevereiro de 2016 | 11:16

Uma escola melhor surge do debate

De um total de 2.403 escolas pesquisadas, concluiu que em 37% das charters o ensino foi pior que nas escolas públicas. Em apenas 16% das escolas charters o ensino foi melhor que nas escolas públicas e em 46% delas o ensino foi igual ao das escolas públicas.

No que diz respeito à dita economia que o governo alega que terá com as OSs nas escolas, é preciso refletir sobre o estudo feito pelo professor, doutor Tadeu Alencar Arrais, da Universidade Federal de Goiás sobre o Aviso de Chamamento Público da Seduce para contratação de OS para assumir 21 escolas públicas da Regional de Anápolis. O estudo mostra que serão destinados por mês a OS R$ 5.605.600,00; outros R$ 67.267.200,00, por ano; e R$ 201.801.600,00 para os três anos de vigência do contrato, sem garantia do pagamento do piso dos professores e nenhuma referência ao salário dos administrativos.

Chegamos então a um ponto crucial: se as melhores pesquisas feitas nos Estados Unidos mostram que não há ganhos reais em terceirizar o ensino, por que o governo de Goiás insiste nesse modelo? Ao invés de dar dinheiro às OSs não é melhor ouvir a comunidade antes? Nas democracias, todas as decisões que interferem na vida das pessoas são discutidas.

O governo de Goiás ganhará mais se ouvir estudantes, pais de alunos, professores, diretores e administrativos. Com certeza deste debate surgirá uma escola melhor, com mais qualidade e eficiência do que meramente jogar novos jovens à ganância de empresas que tem mais compromisso com o lucro do que com a qualidade do ensino.

Bia de Lima, pedagoga e especialista em Educação Brasileira, é presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Goiás (Sintego)

 




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