Comunicação

30 de junho de 2017 | 14:55

Trabalhadores em Educação vão às ruas em Goiânia contra reformas que retiram direitos

Os trabalhadores (as) em Educação no Estado de Goiás participaram ativamente da greve geral convocada neste dia 30 de junho por todas as centrais sindicais brasileiras. 

 A mobilização começou cedo: as 3 horas da manhã, dirigentes do Sintego se juntaram a dirigentes da CUT-GO, MST (Movimento dos Sem Terra) e de outras centrais sindicais e foram à porta da Metrobus para sensibilizar os motoristas a aderirem à greve geral. A operação foi um sucesso e os ônibus do Eixo-Anhanguera, responsável pelo transporte de 500 mil trabalhadores na capital, ficaram parados até as 8h30 da manhã.


Secretário de Comunicação do Sintego, Napoleão Batista participou desta luta e diz que o esforço valeu a pena:“Hoje as três da manhã estávamos na garagem da Metrobus para conversar com motoristas e a própria polícia que estava lá, no sentido de  dizer da importância da greve geral hoje. Tivemos êxito, convencemos os motoristas e os policiais de que a greve de hoje é em defesa de todos os trabalhadores, contra a reforma da Previdência que propõe o fim da aposentadoria, impondo inúmeras dificuldades para o trabalhador aposentar. É contra a reforma Trabalhista que precariza as condições de trabalho, pondo fim à CLT. E nesta greve exigimos a revogação do projeto de Terceirização que é uma lei inconstitucional, que prejudica os trabalhadores de todo país”, enfatiza. 


Presente na Praça Cívica, juntamente com trabalhadores da Educação e outros dirigentes do Sintego, a presidenta Bia de Lima enfatizou a unidade de todas as categorias que foram em massa para as ruas protestar contra as reformas do governo golpista do presidente Michel Temer.  “Não podemos aceitar que este governo retire direitos dos trabalhadores. É hora de ir para a rua, porque o governo Temer quer retirar as últimas migalhas de direitos que restam aos trabalhadores: quer acabar com a Previdência, quer acabar com o 13º, as férias, a carteira assinada e todos os direitos trabalhistas.  É por isto que todos os sindicatos e todas as centrais sindicais estão juntos para dizer a este governo corrupto que não vamos aceitar mais um golpe nas costas do povo trabalhador”, protesta.


Vice-presidenta da CUT-GO, secretária de Combate ao Racismo pela CNTE e Tesoureira-Geral do Sintego, Iêda Leal diz que além da retirada de direitos históricos da classe trabalhadora, o governo de Michel Temer também merece o repúdio das mulheres, da população negra, dos índios e da comunidade LGBT. “Este é um governo que retira direitos dos trabalhadores, que põe fim a políticas de combate ao racismo e à violência contra a mulher. Um governo de brancos e ricos que não tem o menor interesse em trabalhar pelo fim das desigualdades sociais no nosso país. Por isto o povo está nas ruas para gritar em alto e bom som: nenhum direito a menos!”, denuncia.


A manifestação concentrou-se na Praça Cívica a partir das 8h, com a presença dos presidentes e dirigentes da CUT, UGT, NCST, CSPB-Conlutas, Força Sindical, CTB, Intersindical, Sintego, SindPúblico, Sintsep, SintIfes,Stiueg, MST, CMP, MTST, UNE, lideranças comunitárias, representantes da igreja Católica e a presença de deputados dos partidos que fazem oposição ao governo Temer, entre eles, Rubens Otoni e Adriana Accorsi, do PT e Isaura Lemos, do PC do B.
 




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