Comunicação

11 de outubro de 2017 | 09:30

População Negra sofre com a desigualdade racial no mercado de trabalho

Na sexta-feira (06), às 9h, Iêda Leal, Tesoureira do Sintego, Secretária de Combate ao Racismo da CNTE e Coordenadora do Centro de Referência Negra Lélia Gonzalez, concedeu uma entrevista no Conselho Estadual de Educação, para o Programa Hora Extra do Tribunal Regional do Trabalho. O programa é exibido na TV Band, Tv Puc e Tv Fonte, onde foi falado sobre o negro fora do mercado de trabalho e as dificuldades que o mesmo enfrenta para conseguir emprego.

Durante a entrevista Iêda Leal, apresentou dados de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNDA Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que confirmam a exclusão do negro no mercado de trabalho.

A pesquisa informa que a taxa de desocupação das pessoas que se declararam de cor preta ficou 14,4% no quarto trimestre de 2016, os resultados são maiores que o da média nacional que é de 12,0%, bem mais elevados do que o registrado pela população declarada como branca, que teve taxa de desemprego de 9,5% no quarto trimestre. E ainda quando conseguem emprego o rendimento é inferior: A renda média real recebida pelas pessoas ocupadas no país foi estimada em R$ 2.043,00, o ganho dos brancos era de R$ 2.660,00 (acima da média nacional), enquanto o ganho dos trabalhadores que se declaram pretos esteve em R$ 1.461,00.

Racismo é crime e a inclusão do povo negro no mercado de trabalho é um desafio para toda sociedade, mas é obrigação do Estado dar conta desse processo de efetivas as ações afirmativas, no mais isso passa pelo reconhecimento do Estado da violência que a comunidade negra sofreu ao longo de aproximadamente 400 anos de escravidão. É preciso contribuir para a construção de um ambiente empresarial e organizacional mais democrático, que respeite a inclusão negra e a Lei 12.288/2010, a qual institui o Estatuto da Igualdade Racial, diz Iêda Leal, que é Secretária de Combate ao Racismo da CNTE e Coordenadora do Centro de Referência Negra Lélia Gonzalez. E finaliza: Lutar sempre!

 

 

 

 




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