Comunicação

07 de fevereiro de 2018 | 13:04

Ipasgo apresenta proposta para reajuste aos agregados: sindicatos defendem diminuição no percentual

Durante a segunda rodada de discussão, nesta terça-feira (06) no Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás – Ipasgo, entre o presidente do Ipasgo, Romeu Sussumi Romeu Sussumu Kuabara e representantes do Fórum em Defesa dos Servidores e Serviços Públicos do Estado de Goiás, foi apresentado a tabela de reajuste para agregados para o ano de 2018.

Segundo informou Romeu Sussumu, o reajuste de 13,55%, defendidos pelo Ipasgo, para este ano, obedece a critérios técnicos, visando exclusivamente o equilíbrio na prestação de serviços aos usuários.

“O Ipasgo precisa deste reajuste para cobrir o déficit mensal de mais de R$5 mil e pagar as despesas com aumento de serviços médicos, novos prestadores e investimentos na rede de atendimento na capital e principalmente no interior. Para que os serviços continuem sendo oferecidos de forma satisfatória, com número maior de prestadores é necessário que façamos mudanças na tabela para agregados, já que para os servidores públicos efetivos isso acontece quando o reajusta os salários”, pontuou.

Para justificar o reajuste o presidente argumentou ainda que o Ipasgo tem sobrevivido graças ao aumento da tabela atuarial dos titulares. Ele informou também que aposentados e pessoas impactadas com o acidente do Césio 136, não tiveram reajustes em sua contribuição nos últimos cinco anos. Por fim, ele destacou o esforço para recuperar cerca de R$12 milhões devidos pela secretaria estadual da Saúde de Goiás, não repassados ao Ipasgo.

“Não tem previsão de quando esse dinheiro devido pela secretaria estadual de Saúde será pago ao Ipasgo. Foram realizados grandes investimentos nos últimos dois anos, contratamos mais prestadores no interior, a exemplo das cidades como: Ceres, Caldas Novas, Luziânia, que agora contam com atendimento de UTI. E a inclusão de hospitais atendendo em Jataí, Itumbiara, Rio Verde, Formosa e Posse. Toda esta melhora tem um custo que precisa ser pago, sem esse reajuste é impossível não entrar no vermelho”, afirmou.

SINTEGO cobra ampliação no serviço

A presidenta do SINTEGO, Bia de Lima fez uma defesa para que este reajuste seja melhor estudado. Para ela os usuários não conseguirão arcar com um reajuste desta proporção, tendo em vista que os salários nos últimos anos não tiveram estes reajustes, não acompanha a tabela de reajuste do Ipasgo e acaba por expulsar do nosso plano de saúde estes trabalhadores.

“Esta conta que querem reajustar para os agregados, acabará sendo repassada para os titulares, que na grande maioria são os que pagam o plano. Sabemos das melhoras que foram implantadas no Instituto, principalmente em algumas cidades no interior, entretanto, este reajuste vai muito além da inflação e da capacidade dos agregados pagarem”, afirmou.

Bia também demonstrou preocupação quanto aos usuários que residem nas cidades goianas que ficam na região do entorno do DF e que estão enfrentando dificuldades por não terem prestadores de serviço de saúde, no credenciamento ao Ipasgo, cobrando que se busque uma solução.

Ela afirmou que tem recebido inúmeras reclamações de usuários que não conseguem atendimento pela falta de profissionais credenciados ao Instituto e estes tem que pagar caro em Brasília ou vim para Goiânia, ao final ficam pagando duas vezes.

“É preciso que seja pensado uma solução para esta questão. Estes usuários, que não são poucos, pagam pelo serviço e merecem um atendimento digno”, ressaltou.

Romeu Sussumu informou que tem encontrado problemas em credenciar novos prestadores nesta região, em virtude das tabelas adotadas pelo Ipasgo serem diferentes das praticadas em Brasília, o que acaba não atraindo profissionais interessados em atender pelo Instituto.

“O problema é que não quererem receber pela nossa tabela, em alguns lugares a tabela é 10 vezes mais cara do que a praticada por nós”, informou.

O presidente falou também que algumas prefeituras que tem convênio com o Ipasgo estão inadimplentes o que tem provocado dificuldades para segurar as contas do Instituto. Hoje quase 60% das prefeituras são credenciadas ao Ipasgo.

Diminuição no percentual de reajuste

Ao final, após várias argumentações por parte dos sindicatos, foi apresentada a proposta de diminuição para 7% do percentual de reajuste para os agregados. Bia de Lima cobrou que seja reduzida ainda mais. As entidades sindicais sugeriram a proposta de 6% divididos em duas vezes, o que poderia amortizar o custo para os usuários.

O presidente do Ipasgo, apresentou a proposta de subir o teto, que hoje é de R$4.968 - quem ganha abaixo desse valor paga o fixo, para R$5.641, ou seja, quem recebe mais terá que pagar mais no reajuste.

Uma força tarefa entre os sindicados será feita para propor novas clinicas nas regiões onde existem problemas na falta de prestadores.

O presidente do Ipasgo voltará a reunir com a equipe técnica do Instituto para avaliar estas propostas e nova rodada de negociações acontecerá nos próximos dias para definir esta questão.  

Nova reunião entre as entidades sindicais que compõe o Fórum em Defesa dos Servidores e Serviços Públicos do Estado de Goiás, será realizada para discutir melhor a questão e apresentar novas propostas que diminuam o impacto do reajuste.




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