Comunicação

15 de maio de 2018 | 09:48

SINTEGO cobra realização de mais concursos públicos para rede estadual de Goiás, em matéria publicada no Jornal O Popular

O Jornal O Popular publicou na edição desta terça-feira (15), matéria intitulada “Secretaria de Educação cria 840 cargos temporários e diz que concurso está mantido”, diante da postura do governo do estado em continuar realizando processos seletivos e postergando a realização de novos concursos públicos, o SINTEGO tem buscado cobrar a abertura de novos certames, tendo em vista que há 8 anos não são realizados concursos para professores e quase 20 anos para administrativos.  

“Nossa prioridade é continuar a cobrança para novos concursos, tanto para professores, quanto para administrativos, mas enquanto não faz deveria o governo ser mais ágil, pois estamos concluindo o primeiro semestre e só agora formalizam a contratação. Professor não é função temporária! O estado usa deste subterfúgio para pagar a metade do salário de um professor efetivo. Daí gera uma distorção que irá resultar na queda de qualidade da educação pública, pois os melhores quadros não ficam na Educação, busca outras áreas profissionais que possam dar uma valorização profissional melhor. No entanto, o SINTEGO vem cobrando agilidade da Seduce pois temos profissionais que estão há três meses sem receber salário. Ninguém vive de brisa ou de amor à profissão, é preciso respeitar os profissionais da educação”, afirmou a presidenta do SINTEGO, Bia de Lima.

Confira abaixo a matéria na integra:

 

Secretaria de Educação cria 840 cargos temporários e diz que concurso está mantido

Em decreto, o governador de Goiás José Eliton aumentou o número de cargos temporários na Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte (Seduce). No total, são 840 novas vagas, 224 delas destinadas para funções administrativas e 616 para professores. Assim, o governador alterou o decreto do ano passado por este último divulgado ontem no Diário Oficial do Estado, passando de 18.571 temporários para 19.411 ao todo.

O titular da Seduce, Marcos das Neves, disse que, apesar da criação de mais espaço para temporários, o concurso público com 900 vagas para professores ainda deve ocorrer. Como já reportado pelo POPULAR, são oito anos sem certame para docentes na Seduce. O último foi anunciado há mais de um ano e ainda não saiu do papel. O salário base inicial deverá ser de R$ 3.126,34, para uma carga horária de 40 horas. “Esse concurso está em andamento e está sob os cuidados da área jurídica para ser liberado. Nós esperamos que ele seja liberado ainda neste primeiro semestre, mas dependemos dos trâmites legais”.

O secretário justificou que a elevação no número de temporários se deve a quatro fatores. O primeiro, é que houve um aumento de aproximadamente 10 mil alunos na rede estadual de um ano para o outro. “Geralmente o número de alunos vinha diminuindo nos últimos anos, excepcionalmente nesse aumentou. Isso porque Goiás atrai muitos migrantes em locais que existem grandes empresas. E dessa vez esse fenômeno ocorreu em municípios diferentes. Se fossem somente em alguns, você poderia otimizar as turmas, mas como estão divididos tivemos que abrir mais salas e contratar mais professores”.

O segundo é a criação de mais escolas em tempo integral. A Seduce informou que entre 2017 e este ano foram criadas mais 47 novas escolas em tempo integral. “Quando se abre uma unidade assim, em uma escola com mil alunos, sendo 500 de manhã e outros 500 de tarde, ela passa a ter somente 500 nos dois períodos. O restante de alunos que não ficaram nessa escola irão ocupar os espaços em outras, fazendo aumentar o número de turmas e de professores necessários”, explicou.

Outra questão é a inauguração de 16 escolas no Entorno do Distrito Federal que, conforme Marcos das Neves, demandaram novas turmas e acréscimo de professores, além dos profissionais que se aposentaram.

Os contratos temporários terão duração de três anos. Os salários serão de R$ 1.314,97 para professores nível médio e de R$ 1.753,31 para professores nível superior. Ambos receberão um auxílio alimentação no valor de R$ 500.

O secretário Marcos das Neves relatou, também, que os principais déficits de profissionais da Seduce estão nas disciplinas de física, química, matemática e biologia.

DÉFICIT

Para a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), a professora Bia de Lima, o decreto do governador representa uma faca de dois gumes. “Por um lado os professores que estavam trabalhando sem receber por questões burocráticas, agora terão seus contratos formalizados. E em outros lugares estavam faltando profissionais, ou seja, existiam alunos sem professores. E eles estão atrasados porque já estamos quase no fim do semestre. Há um prejuízo irreparável”, disse. “Já por outro é ruim porque o Estado continua economizando nas costas dos temporários. Trabalham e recebem menos que os concursados. E se existe um déficit, deveria ter mais concursos”.

A presidente lembra que concurso para professores não são realizados há oito anos e para administrativos já se passaram 20 anos. “E o déficit ainda é grande, mesmo com o anúncio de mais 900 vagas para professores. Faltam 8 mil professores na rede e 7 mil administrativos”, estima.

A saída, segundo ela, era promover mais concursos públicos para suprir a falta de profissionais na rede estadual. “Esperamos que esse último anunciado saia logo. Mas, mesmo em ano de eleição, o edital foi lançado no ano passado, então não haverá problema. Agora, pensando nas provas e no andamento do processo, infelizmente os aprovados só serão chamados no ano que vem”.




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