Comunicação

02 de outubro de 2018 | 17:53

Por mais Democracia: o SINTEGO na luta pela valorização do voto

Com a urna eletrônica e toda tecnologia empregada, votar tornou-se um ato simples. A ação que o eleitor executa em poucos minutos e que, ao fim do dia, o resultado já é público, permite que todos saibam quem são os vitoriosos. Mas, essa simplicidade não pode camuflar o fato de que votar é uma ação de extrema responsabilidade. Os eleitores entregam uma espécie de procuração para que os eleitos administrem os mais caros patrimônios que possuem: a gestão e a regulação da Educação, da Saúde, da Segurança, da Infraestrutura; enfim a destinação dos patrimônios materiais e imateriais da sociedade. Ao votar, estamos deliberando sobre o nosso presente e futuro.

A importância do voto nos parece óbvia, mas no Brasil a democracia é um valor incipiente. O Brasil carece de uma real participação da sociedade nas estruturas de poder do estado, que pode e deve ser cada vez mais democrática.

Por isso, durante o processo eleitoral de 2018, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (SINTEGO) tem exercido um amplo trabalho de articulação e diálogo entre todos/as os/as candidatos/as, com vistas o fortalecimento das instituições democráticas, a abertura de canais de diálogos e maior participação da classe trabalhadora nos processos decisórios.

Entre os/as candidatos/as, principalmente,  aos que pleiteiam a vaga de governador/a do nosso estado de Goiás, a atuação do SINTEGO tem se dado através do Fórum de Defesa dos Servidores e dos Serviços Públicos do Estado de Goiás - órgão que congrega 47 entidades, juntas representando mais 200 mil servidores/as públicos/as - que foi responsável pela redação e entrega da Plataforma Política dos/as Servidores/as  a todos os/as postulantes ao cargo de chefe/a do Governo Estadual.   

De forma que, no ato da posse de qualquer um/a desses/as, impossível não afirmar que o eleito não conhecia a pauta que atende os anseios dos/as servidores/as do Estado de Goiás, bem como as ferramentas de aperfeiçoamento de sua gestão, haja vista que traça os caminhos dos espaços de diálogo com aqueles que efetivamente fazem seu governo funcionar, que são os/as servidores/as públicos/as.

Entre os assuntos presentes na Plataforma estão questões importantes como: assegurar o pagamentos da Data-Base dos/as servidores/as e do Piso Salarial Profissional Nacional dos Professores/as; valorizar ações de controle social; promover escolas inclusivas; não implementar Organizações Sociais no serviço público estadual; garantir a participação do/a servidor/a na gestão previdenciária do funcionalismo público e do plano de saúde dos/as servidores/as públicos/as de Goiás, o IPASGO.   

Mais do que demonstrar a lista de propostas dos/as servidores/as estaduais perante ao novo governo, a Plataforma tem também o papel de abrir o diálogo, demonstrando aos candidatos a força e a responsabilidade com que nós, entidades representativas dos/as servidores/as públicos goianos, tratamos o/a servidor/a  e o serviço público sempre na busca de sua prestação com qualidade, sem a qual nenhum projeto de governo pode obter êxito.

Para que a população seja bem atendida por qualquer governo faz necessário que este também se responsabilize pela qualidade de vida de seus/suas servidores/as, oferecendo-lhe estabilidade, que lhe dê tranquilidade de se prover e de atender as necessidades de sua família, em síntese, de oferecer aos/às servidores/as estaduais a dignidade e o respeito.

Reajustes superiores às depreciações da economia, condições dignas de trabalho, vínculos profissionais que ofereçam segurança jurídica aos/às trabalhadores/as por meio de concursos públicos, respeito aos planos de carreira das diversas categorias do funcionalismo com a garantia das progressões, oferecer condições do/a servidor/a de cuidar de sua saúde e dos que dele/a dependem, garantir o direito à aposentadoria, respeitar as entidades representativas dos/as servidores/as são assuntos básicos para o bom relacionamento entre governantes e servidores/as.

O SINTEGO está aberto ao diálogo que resulta em benefícios à classe trabalhadora. Afinal, já sofremos bastante com a ruptura da constituição que aconteceu recentemente em nosso país e o maior problema após o Golpe, foi a forma autoritária em que se deram as ações do executivo federal.

Sem debater com a sociedade, o Governo Federal retirou direitos dos trabalhadores, congelou investimentos importantes, empurrou “goela à baixo” uma reforma educacional esdrúxula e agora decreta a terceirização no serviço público, tornando precárias as relações de trabalho também no serviço público federal, um gigantesco risco a sociedade, imposto de forma autoritária.

Diante de tantos fatos, não resta dúvida que o voto é a maior ferramenta de defesa dos cidadãos. Por isso, estaremos sempre conscientizando que é uma grande responsabilidade votar.

Nesse processo decisório, é necessário que o eleitor ouça as propostas, que esteja atento as ideias e as ações anteriores dos candidatos para não cair em armadilhas e depositar sua confiança em modelos que não representam sua forma de pensar.

Se existe uma saída? Sim, ela só existe na democracia.




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