Comunicação

03 de janeiro de 2019 | 23:14

Sem acordo: Caiado sugere o parcelamento do salário de dezembro/18; sindicatos rejeitam

Os representantes de mais de 30 entidades que compõem o Fórum em Defesa dos Servidores Públicos do Estado de Goiás participaram na tarde desta quinta-feira (3) de uma reunião com o governador Ronaldo Caiado (DEM), para cobrarem o pagamento da folha do mês de dezembro/18.

 

Após mais de uma hora e meia de espera, os representantes sindicais foram atendidos pelo governador a portas fechadas e tiveram os celulares recolhidos na entrada da audiência.

 

Mesmo depois de uma longa conversa, não houve acordo na ocasião. O governo de Goiás sugeriu o parcelamento do salário de dezembro, proposta que foi categoricamente rejeitada pelo Fórum. "Nós não concordamos com o parcelamento do salário. Não tem acordo nessa possibilidade. Não é possível pedir para que os/as servidores/as façam mais sacrifícios do que já têm feito", disse a presidenta do SINTEGO e coordenadora do Fórum em Defesa dos Servidores Públicos do Estado de Goiás, Bia de Lima.

 

Uma nova reunião ficou agendada para o dia 17 de janeiro, data em que haverá um posicionamento do Governo Estadual, após negociações com o Governo Federal, que enviará uma missão econômica à Goiás.

 

Segundo Bia de Lima, foi informado durante a reunião, que o governo anterior não empenhou o pagamento de dezembro/18, o que implica convocação extraordinária da Assembleia Legislativa para aprovar este orçamento.  

 

"A nossa preocupação é o servidor. As categorias estão muito ansiosas em relação a esse pagamento. O Fórum fez questão de dizer ao Ronaldo Caiado que quer uma mesa permanente de diálogo com o governo, para que se discuta não somente a questão salarial, mas também as aposentadorias, o IPASGO e tantos outros pontos que são comuns a todos os sindicatos", reforçou Bia de Lima.

 

Antes mesmo de tomar posse como governador, Ronaldo Caiado já defendia que o pagamento da folha de janeiro/19 fosse efetuado de forma prioritária, o que vai contra o pensamento das entidades, que julgam o pagamento de dezembro uma questão de sobrevivência, e exigem que seja efetuado.

 

De acordo com a presidenta do SINTEGO e coordenadora do Fórum, Bia de Lima, a situação difícil do estado não é uma novidade. Porém, Bia ressalta que as entidades não deixarão de cobrar o salário atrasado.




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