Comunicação

14 de maio de 2019 | 08:29

SINTEGO defende qualidade de ensino em escolas civis e militarizadas durante audiência pública na Alego

Dirigentes do SINTEGO participaram nesta segunda-feira (13) de audiência pública para debater a gestão compartilhada das escolas municipais militarizadas em Goiás. A iniciativa foi da Comissão de Educação, Cultura e Esporte, cujo presidente é o deputado Talles Barreto e, o vice-presidente, deputado Coronel Adailton.

Na ocasião, a presidenta do SINTEGO, professora Bia de Lima, foi convidada a compor a mesa e falou da importância da realização de um profundo debate sobre a construção de relações claras e definidas acerca dos papeis no interior da escola, além da qualidade do ensino oferecido nas escolas públicas civis e militarizadas.

“Nós não teremos condições de militarizar todas as escolas para que a gente tenha disciplina, com isso, temos que discutir muito mais como é que vamos fazer para as escolas públicas serem boas, não apenas uma ou outra. Passamos por um pressuposto de que para a escola pública ser boa, ela precisa ser militarizada, mas temos que modificar essa posição. Temos que fazer com que todas as escolas públicas, sejam elas municipais, estaduais, tenham qualidade de ensino, é isso que a sociedade quer”, disse Bia de Lima.

“Para que essa escola seja boa, precisamos garantir um papel sério e compromissado do/a professor/a, os papeis e compromissos que devem ser assumidos pelos pais, que é isso que a escola militar exige: a responsabilidade dos pais. Mas eu questiono: por que é que na escola normal não se pode ter as mesmas exigências? Precisamos muito mais que militarizar, precisamos, principalmente, garantir condições de trabalho para os/as professores/as, piso salarial e autoridade dentro de sala de aula”, completou a presidenta do SINTEGO.

De acordo com o requerimento proposto pelo deputado Coronel Adailton, a solicitação é para que sejam feitos convênios, termos de cooperação ou outros meios legais com municípios de Goiás, que manifestarem interesse, visando a implantação nas escolas municipais de gestão compartilhada, com a disponibilização de, pelo menos, três policiais e/ou bombeiros militares da reserva, especialmente convocados para esse fim.  

A tesoureira-geral do SINTEGO, Iêda Leal, também esteve na audiência e afirmou que “é preciso ir além de quem é contra ou é a favor da militarização das escolas, é preciso discutir sobre educação pública de qualidade”. Ela saudou a iniciativa e ressaltou a necessidade da discussão para além do tema para que tais escolas, tidas como exemplares, estejam disponíveis para incluir toda a sociedade.

O SINTEGO se colocou à disposição para o debate e reforça que sempre será a favor de uma educação pública laica, gratuita e de qualidade social para todos/as.

#SINTEGONALUTA




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