Comunicação

04 de julho de 2019 | 13:06

Sindicância aberta contra professor acusado de doutrinar alunos/as é arquivada

O professor Wellington Divino Pereira foi afastado de suas funções, no Colégio Estadual Militar Américo Nunes, em São Luís dos Montes Belos, após discordar da leitura do slogan do atual presidente Jair Bolsonaro (PSL) e da filmagem de crianças e adolescentes durante a execução do hino nacional no colégio.

O caso aconteceu dia 27 de fevereiro quando o comandante do colégio, o capitão Eduardo Alves Pereira Filho, leu a então carta enviada pelo Ministério da Educação contendo o slogan da campanha de Bolsonaro: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”. 

Após a leitura da carta e filmagem dos estudantes, o diretor deu oportunidade de fala aos/as servidores/as do colégio, e o professor discordou publicamente da ação do diretor. Depois do episódio, o professor foi afastado do Colégio e alvo de uma sindicância administrativa que trazia diversas acusações infundadas contra ele.

Wellington contatou o Sintego, que agiu prontamente em sua defesa. O sindicato entrou com Mandado de Segurança, solicitando a anulação da portaria que instaurou a sindicância e a permanência do professor em sua lotação de origem.

A sindicância aberta contra o professor foi arquivada em junho, por falta de provas em todas as acusações. O Ministério Público solicitou, então a extinção do Mandado de Segurança, devido a anulação das acusações, porém o Sintego não concorda e seguirá na defesa do professor.

Ele foi afastado de sua lotação original sem motivos válidos e o sindicato continua na luta para que Wellington possa voltar ao Colégio Estadual Militar Américo Nunes, o que é seu direito.

#Sintegonaluta




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