Comunicação

09 de setembro de 2019 | 16:23

URGENTE! Governo de Goiás quer acabar com a carreira dos/as professores/as!

(Foto: Arquivo/SINTEGO)

Ocorreu na manhã desta segunda-feira (9), no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, uma audiência chamada pelo governador do Estado, Ronaldo Caiado (DEM), juntamente com o presidente da Alego, Lissauer Vieira, outros cinco parlamentares, presidentes do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Celmar Rech; do Tribunal de Justiça (TJ), desembargador Walter Sales Lemes; do Ministério Público (MPGO), Aylton Vechi; dos secretários da Casa Civil, Anderson Máximo; Economia, Cristiane Schimdt; de Governo, Ernesto Roller e o SINTEGO.

A audiência tinha como assunto principal a PEC que reduz os 25% da Educação com a inclusão da UEG nos recursos da Educação Básica e o pagamento do piso salarial para os/as professores/as da Rede Estadual.

Todos/as os/as representantes presentes na reunião reforçaram o posicionamento do Governo, e compartilharam do interesse do governador de reduzir os percentuais aplicados na Educação, afirmando que o Estado está certo. O SINTEGO não concorda com esse pensamento e considerou a reunião infrutífera, já que não houve avanço em nenhuma das pautas.

Durante sua explanação, a presidenta do SINTEGO, professora Bia de Lima, contra-argumentou a fala do Governo apresentando números e fatos, buscando convencer a todos/as os/as presentes que é chegada a hora de fazer algo pela Educação e pelos/as profissionais. “Impossível querer que a categoria que tem os menores salários ainda fique sem progressão e carreira. O governo massacra a Educação e não quer que a categoria reclame? O governo reduz as verbas da Educação, os direitos e quer que os/as profissionais da educação concordem com isso? Um absurdo!”, afirmou ela.

No entanto, o governo se manteve irredutível! Nada do que foi dito pelo SINTEGO foi acatado, e o discurso mantido é o de que o reajuste do piso será pago somente àqueles que ainda recebem valores abaixo dele – R$ 2.557,74, sem reajuste para os/as demais profissionais, achatando a carreira e sem progressão de nível. Não há incentivo e estímulo para a formação e qualificação dos/as professores/as.

“O que o Governo está propondo com o pagamento do piso para apenas 3% da categoria é o achatamento da carreira. Dessa forma, não aceitamos! Ou paga para todos ou não paga para ninguém! Tamanho prejuízo desestimula os/as profissionais que já estão na carreira e se qualificaram ou pretendem entrar. Isso não pode ser assim! Todos os níveis devem receber o reajuste, o PISO SALARIAL é lei federal e existe uma carreira para ser respeitada. Isso chama ISONOMIA, deve ser cumprida. Dessa maneira, o Governo mostra que não vale a pena estudar e esse é um péssimo recado para a Educação, que desestimula quem se qualifica. O SINTEGO é totalmente contra este tipo de manobra, exigimos que o pagamento seja feito para toda a categoria!”, afirmou a presidenta do SINTEGO, Bia de Lima.

O SINTEGO reforça a importância da mobilização da categoria para estar presente na Assembleia convocada para amanhã (10), em frente à Assembleia Legislativa do Estado de Goiás. Entre os pontos de pauta estão o Piso; a Data-Base, que já está acumulada nos anos de 2018 e 2019 para os/as administrativos/as; Progressões, que cerca de 800 profissionais estão esperando apenas a assinatura para se aposentarem e a PEC da Educação, que reduz os recursos vinculados da Educação de 27% para 25%, incluindo os 2% da UEG nos 25% da Educação Básica, e deve ser votada no mesmo dia.

É fundamental a participação de todos/as os/as profissionais da Educação, inclusive, aposentados/as, na Assembleia, para que decidam juntos/as as medidas e ações a serem tomadas, com o objetivo de que os/as trabalhadores/as tenham seus direitos garantidos.

VENHA PARTICIPAR E LUTAR PELOS SEUS DIREITOS!

#SINTEGONALUTA




Imprimir