Comunicação

15 de maio de 2015 | 13:40

Educação pública em Goiás: um direito comprometido

Ausência de concurso público para trabalhadores administrativos há 15 anos. Falta de concurso para professores há seis anos. Contratos temporários recebendo menos que o salário mínimo. Não cumprimento do Piso salarial dos professores. Achatamento do Plano de Carreira dos administrativos. Parcelamento de salário. Escolas sucateadas sem o mínimo de condição de funcionamento.  Obrigatoriedade de mascarar dados para elevar o índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Implantação de OSs como solução para o desmantelamento da educação. Parece mesmo que a educação pública estadual vai bem?

Nada acontece por decisão do acaso. Para tentar compreender a dinâmica do caos, é preciso salientar a importância da educação pública para uma sociedade. Trata-se de um instrumento fundamental de mobilidade social, de oportunidade para que classes menos favorecidas tenham acesso, por exemplo, a reflexões sobre os bens culturais de sua cidade, de seu Estado e de seu país. Devemos, pois, alertar a sociedade e resistir para barrar as consequências ocultas e o desastre anunciado, ao qual o ensino público goiano está submetido.

A máscara caiu, mostrando o que estava por trás do sucateamento das escolas e do massacre aos profissionais da educação, tanto efetivos, quanto os contratados temporariamente. Implantar o caos propositadamente, impossibilitando o profissional de exercer com dignidade seu trabalho, mesmo arruinando o que já estava deficiente, e transferir para a iniciativa privada a responsabilidade constitucional do Estado: garantir o direito à educação para todos os cidadãos. E o que é pior, com o dinheiro público.

O segundo ato foi a rescisão de milhares de contratos temporários, prejudicando o início do ano letivo, imediatamente seguido pelo descumprimento, mais uma vez, da Lei do Piso, deixando de reajustar o salário dos professores no mês de janeiro. Só que desta vez o calote foi ampliado. Ao invés de quatro meses, como ocorreu em 2013 e 2014, foi estendido para sete meses. Ato contínuo, veio o parcelamento de salário, imediatamente seguido pela confissão de que os administrativos não receberão a data-base no mês de maio. Vale lembrar que há dois anos a recomposição foi parcelada, sem negociação, sem conversa, sem diálogo.

 




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