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06 de abril de 2017 | 18:13

Governo quer manter PEC da Morte, mas admite discutir a pauta da Educação

A direção do Sintego, juntamente com os dirigentes do  Fórum Sindical, esteve reunido durante toda a manhã desta quinta-feira (6), no Palácio das Esmeraldas, com a equipe econômica do governo do Estado. O objetivo foi negociar a retirada da PEC 3548 (PEC da Morte) da pauta de votações da Assembleia Legislativa e cobrar o pagamento do Piso, da Data Base e aumento para os contratos temporários.

 

Administrativos

Bia apresentou aos secretários de Planejamento e da Fazenda os contracheques de servidores administrativos da educação, para demonstrar aos auxiliares do governador Marconi Perillo o quanto esta categoria está sendo massacrada com vencimentos abaixo do salário mínimo. Segundo Bia, esta situação é inadmissível e por isto clamou aos secretários para que seja feita urgentemente a alteração da tabela de vencimentos dos administrativos da  Educação.

Analisando o contracheque apresentado, o  secretário da Fazenda, José Fernando Navarrete, se comprometeu a resolver o caso específico dos administrativos. Ele afirmou ser inadmissível haver servidores estaduais ganhando abaixo do salário mínimo.

Na próxima segunda-feira (10) o Sintego será recebido pelo governo que se comprometeu em apresentar uma nova tabela para os administrativos e dos professores. O secretário afirmou ser urgente resolver a situação destes servidores.

 

PEC da Morte (PEC 3548)

. Os secretários de Fazenda, de Planejamento e secretário da Casa Civil sinalizaram que o governo não quer ceder em relação a PEC da Morte (PEC 3548). A presidenta do Sintego, Bia de Lima, reagiu à insensibilidade dos representantes do governador:  “Não podemos continuar pagando o preço por uma administração que não respeita os servidores públicos, o governo não se mostrou aberto a nenhuma das nossas reivindicações”, sustenta.

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Para o secretário da Casa Civil, João Furtado, a PEC não irá destruir as carreiras dos servidores públicos, conforme mencionado pela presidenta do Sintego na reunião. Para ele “a PEC é a única saída do governo estadual para salvar o Estado de uma crise ainda maior, e que não podemos olhar só para os servidores, não podemos olhar somente para o próprio umbigo”, aponta o secretário.

Bia de Lima rebateu João Furtado lembrando que os servidores do executivo são os principais prejudicados nos últimos anos, com perdas reais na Data-base, perda de direitos adquiridos, entre outros. Na reunião Bia solicitou a retirada da Educação da PEC3548, em virtude da vinculação orçamentária, prevista em Lei, que estabelece o investimento de 25% dos recursos do Estado em Educação. O secretário reconheceu a responsabilidade do Estado em fazer o investimento estabelecido por lei.

Na próxima semana haverá uma resposta a respeito da área de Educação, afirmou o secretário.

 

Sintego reage

 

Joaquim Mesquita, secretário de Gestão e Planejamento, apresentou um estudo realizado pelo governo que mostra os salários dos servidores. Segundo ele os ganhos dos servidores da educação são reais nos últimos anos. Bia e os demais integrantes do Fórum rebateram os números apresentados que não representam a realidade.

A presidenta do Sintego apontou que o governo deveria se preocupar em reduzir os reais gastos desta gestão com investimentos em áreas que não são de interesse social. Para ela o perdão fiscal de R$ 1,3 bilhão para a JBS Friboi, os altos investimentos em shows e em propaganda realizados pelo governador e os salários que extrapolam o teto no alto escalão são os reais gastos que oneram o orçamento do Estado. Segundo Bia de Lima, estes aspectos precisam ser analisados e não a Data-base e os direitos adquiridos dos servidores públicos.

Tudo indica que o governo continuará insistindo em votar a PEC da Morte.

O Sintego estará mobilizando para nova assembleia na próxima terça-feira, dia 11 de abril, às 14:00hs.

Precisamos de toda categoria na luta!