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12 de abril de 2017 | 12:26

Votação da PEC da Morte é adiada para próxima semana, e Sintego convoca nova Assembleia

A pressão dos trabalhadores(as) em educação da rede estadual para que os deputados estaduais rejeitem a PEC da Morte (3548), enviada pelo Governo do Estado, teve mais um capítulo.

De acordo com a presidenta do Sintego, Bia de Lima, os parlamentares decidiram adiar a votação da PEC para a próxima semana. A informação foi dada pela presidenta durante a Assembleia Geral da rede estadual realizada na manhã desta quarta-feira (12), na Alego.

“Nossa mobilização está surtindo efeito. Estamos tentando garantir que o quinquênio, progressões e a nossa carreira não sejam afetados. Diante da pressão que está sendo feita pela categoria podemos obter vitórias contra a PEC, fortalecendo ainda mais a nossa luta. A greve continua”, pontuou Bia.

Ainda durante a Assembleia, a presidenta reforçou a importância da categoria permanecer unida na greve.

“De agora em diante temos que fortalecer ainda mais o nosso movimento, com vigílias, manifestações, buscar apoio nas câmaras de vereadores, envolvendo a sociedade e sensibilização de nossas bases. Só uma categoria unida em busca da garantia dos seus direitos será capaz de barrar a aprovação da PEC da Morte e obter o pagamento do Piso dos(as) professores(as) e uma nova tabela dos(as) administrativos(as). O momento é este! ”, afirmou.

Na Assembleia, foram aprovados, por unanimidade, os seguintes encaminhamentos:

1) Reunião com a Seduce na segunda-feira (17), para discutir a tabela de reajuste dos professores(as) e dos administrativos(as). A Seduce está aguardando o parecer da Procuradoria Geral do Estado – PGE, que deve sair a qualquer momento;

2) Vigília na Assembleia Legislativa a partir de terça-feira (18), às 14h, para pressionar os deputados estaduais a rejeitarem o Pacote de Maldades (PEC 3548);

3) Nova Assembleia Geral na quarta-feira (19), a partir das 14h, na Alego.

Ao final da Assembleia, Bia de Lima reforçou que a Greve da rede estadual é legal e justa.

“Caso algum trabalhador(a) sofra algum tipo de abuso ou intimidação no local de trabalho deve informar imediatamente a Direção Central do Sintego para que seja tomada as devidas providências. Nossa Greve é legal e não existe qualquer impedimento para que a categoria permaneça paralisada”, finalizou.

Parecer da PGE

Na terça-feira(11), o Sintego esteve reunido com a  Procuradoria Geral do Estado, o secretário estadual da Fazenda, Fernando Navarrete, e cobrou solução para Piso dos(as) professores(as) e uma nova tabela para os(as) administrativos(as). A Seduce aguarda o parecer da PGE para que uma proposta que atenda os(as) professores(as) e administrativos(as) do estado seja apresentada.