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16 de abril de 2019 | 10:45

Nota de solidariedade

Camila Marques, professora do Instituto Federal de Goiás (IFG) e coordenadora do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), foi presa na manhã desta segunda-feira (15), em seu local de trabalho, no campus Águas Lindas, em uma ação arbitrária da Polícia Civil de Goiás. 

Todas as informações disponíveis, até o momento, indicam que os policiais agiram com truculência, estavam sem mandado judicial e também não informaram o motivo da ação. 

A legislação brasileira, no Art. 206 da Constituição Federal, garante a liberdade de cátedra dos/as professores/as e defende que educador/a e estudante tenham condições permanência na escola, pluralismo de ideias, liberdade de aprender, ensinar e divulgar o pensamento. Sendo assim, o SINTEGO considera injustificada a prisão arbitrária de professores/as em seu ambiente de trabalho e compreende que essa é uma tentativa de intimidação a educadores/as que buscam construir a educação pública, gratuita, laica, democrática e socialmente referenciada. 

Registramos que a ação policial em um espaço educacional para cumprir diligência que não tinha como objetivo a defesa de estudantes, professores/as, técnicos/as-administrativos/as e demais funcionários/as e, sim, para atacar pessoas dessa forma é ilegal. 

Em vídeo, a professora relatou que foi agredida verbalmente pelos policiais, além de ter sido algemada em frente aos/as alunos/as. Ela foi acusada de desobediência por ter gravado um vídeo tentando impedir que alunos adolescentes fossem interrogados pela Polícia Civil. Camila foi levada à delegacia, onde respondeu um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberada.  

Nos solidarizamos com a companheira Camila e estamos em alerta com situações de repressão, principalmente, nos espaços de ensino. Devemos nos organizar e nos proteger da violência contra os nossos corpos e pensamentos.

Ditadura e censura nunca mais! 

SINTEGO
CUT/GO