Notícias

12 de novembro de 2019 | 15:19

Comissão de administrativos/as da RME/GYN discute futuro da categoria

Ocorreu na manhã desta segunda-feira (11), na Câmara Municipal de Goiânia, uma audiência entre o SINTEGO e os/as servidores/as administrativos/as da Rede Municipal de Educação de Goiânia (RME/GYN), membros/as da comissão responsável por dialogar sobre a construção de uma proposta que atenda aos interesses da categoria, no que diz respeito a entrada no projeto de subsídio discutido no Paço Municipal.

Na ocasião, a presidenta do SINTEGO, professora Bia de Lima, informou que já se reuniu com o secretário da Administração de Goiânia, Agenor Mariano, e que há uma sinalização positiva sobre a entrada dos/as servidores/as administrativos/as da Educação no projeto de subsídio. Ela informou também que será formada uma outra comissão de negociação com o Paço Municipal, composta por um representante do SINTEGO, a própria Bia de Lima, e outro do Sindigoiania.

“No nosso encontro com o secretário, o SINTEGO foi categórico em dizer que quer a inclusão da Educação nesse projeto. Sabemos que cálculos já foram feitos, há recursos, então queremos a inclusão da Educação na tabela de subsídio. Não é justo excluir a Educação e apresentar uma tabela tão atrativa para as outras categorias. Agora, precisamos ter cuidado e habilidade nas negociações para entrarmos, e depois mostrarmos as especificidades da categoria, como a jornada de trabalho”, afirmou Bia de Lima.

Bia reforçou a importância da reunião da comissão dos/as trabalhadores/as nesta manhã, que foi definida após a última Assembleia da categoria, no dia 11/10. Segundo ela, todos os encaminhamentos serão feitos por essa comissão, que representa todos/as os servidores/as administrativos/as do município. “O sindicato é a ponte, mas vocês são fundamentais. As decisões sairão das discussões dessa comissão”, completou.

Ainda segundo Bia de Lima, uma primeira reunião da comissão de negociação com o Paço Municipal pode ser convocada ainda nesta semana.

Vale lembrar, que os/as servidores/as administrativos/as da Educação lutam para ter valorização profissional, seja na proposta de subsídio ou com o Plano de Carreira que atenda tais expectativas. Hoje, o Plano de Carreira recebe inúmera reclamações tanto pelo descumprimento, por parte da Administração Municipal, como pela não valorização salarial.

Entenda:

A proposta do subsídio abrange os/as servidores/as administrativos/as municipais, que não sejam da Educação, com o argumento de que os/as específicos/as da Educação já têm um Plano de Carreira próprio.

A proposta do subsídio absorve as seguintes verbas remuneratórias: vencimento do cargo; gratificação adicional por tempo de serviço (quinquênio); vantagem pessoal nominalmente identificada (VPNI), ajuste de remuneração e adicional de função.

Apesar de abranger algumas verbas remuneratórias, a proposta fixa o pagamento do salário pelo regime de subsídio e elimina direitos dos/as trabalhadores/as administrativos/as como o quinquênio, Titulação, diminui o período de progressão vertical,  além de ampliar a carga horária dos/as trabalhadores/as que passarão a cumprir 40h semanais, caso o Projeto seja aprovado.

O SINTEGO alerta mais uma vez: o Projeto de Lei Complementar ainda não foi protocolado na Câmara dos Vereadores, ou seja, ainda haverá um longo caminho de luta a ser trilhado em busca da conquista e garantia de direitos para a categoria.

Fiquem todos/as atentos/as acompanhando cada passo dessa discussão!

#SINTEGONALUTA

­