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29 de outubro de 2020 | 09:05

No dia do Servidor Público, SINTEGO cobra valorização da categoria em carreata

O dia do Servidor Público, celebrado em 28 de outubro, foi marcado em Goiânia, na manhã desta quarta-feira, por uma grande carreata promovida pelo Fórum Goiano em Defesa dos Serviços e Servidores Públicos, do qual o SINTEGO faz parte. Durante todo o trajeto, que teve início no terminal Padre Pelágio e término na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), representantes sindicais alertaram a população goianiense sobre a possível destruição do serviço público, caso a PEC 32 - Reforma Administrativa do Governo Federal seja aprovada. 

“Essa Reforma Administrativa quer acabar com as carreiras e com a oferta do serviço público. O governo não se preocupa com as famílias que carecem de saúde, educação e segurança pública. Não é possível concordar com essa Reforma, toda a população vai sofrer caso esse absurdo seja aprovado. O presidente quer desmantelar o serviço público no Brasil e abrir ainda mais espaço para sua prática de abusos políticos como a “rachadinha”. Basta!”, afirmou a presidente do SINTEGO e da CUT/Goiás, Bia de Lima. 

“Na hora de cobrar os impostos da população, o governo diz que é para investir nos serviços tão necessários para todos/as, mas na hora de investir eles esquecem isso. Nós estamos nas ruas, não apenas em Goiânia, mas em todo o Brasil mostrando que não concordamos com essas investidas para destruir os servidores/as públicos/as”, destaca Bia de Lima. 

O SINTEGO, como entidade que representa os/as trabalhadores/as da rede pública de Educação em Goiás, cobra incansavelmente por novos concursos públicos para a categoria e se vê indignado com tamanho retrocesso no funcionalismo público, principalmente porque o governo estadual segue à risca as desordens promovidas pela esfera política federal. Um absurdo que só prejudica os/as servidores/as!

O texto da Reforma, de forma cruel e seletiva, acaba com a estabilidade para novos/as servidores/as públicos/as, extingue ainda mais direitos, ampliando o caminho para cargos comissionados e corruptíveis. No entanto, vale ressaltar que a proposta não mexe nas regras para magistrados/as, parlamentares, militares e membros/as do Ministério Público, as categorias mais beneficiadas e de maior remuneração.

Os/as trabalhadores/as do funcionalismo público não podem ser generalizados/as como privilegiados/as como o Governo Federal tenta convencer. Queremos que nossos direitos sejam cumpridos e garantidos, assim como para as categorias beneficiadas, que, por sinal, são as que menos necessitam, enquanto ainda precisamos lutar anualmente por nossos reajustes salariais.

Não aceitaremos mais esse desrespeito. Servidores/as públicos/as devem ser respeitados/as! A destruição de esquemas de corrupção no funcionalismo público depende dos concursos!

#NÃOÀREFORMAADMINISTRATIVA
#SINTEGONALUTA