A segunda conferência do 11º Congresso do SINTEGO teve como tema “Como enfrentar a ultradireita e o autoritarismo no Brasil”. Mediada pela Deputada Estadual e presidenta do SINTEGO, Bia de Lima, a palestra teve como conferencistas o professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e historiador João César de Castro Rocha, da deputada federal Delegada Adriana Accorsi (PT), da professora Iêda Leal, representando a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e a presidente da regional do SINTEGO de Anápolis, Alibertina Queiroz.
Na ocasião, a deputada Adriana Accorsi afirmou que o tema é o mais importante do dia e do contexto que estamos vivendo. “Precisamos combater os ataques à democracia com veemência. Precisamos mobilizar os movimentos sindicais e sociais, não podemos descansar. Foi feita uma campanha de que os sindicatos não representam, de que não há benefícios, justamente para enfraquecer os trabalhadores, mas aqui estamos vendo que estamos fortes na luta. Precisamos ir além, em busca da organização e da mobilização da classe trabalhadora na defesa de seus direitos”, disse Adriana.
Já o professor João César fez uma contextualização sobre a atuação da extrema direita no mundo. De acordo com ele, os grupos, denominados pelo professor como “extrema direita transnacional” avança conquistando corações e mentes sem fraudes.
“É preciso reconhecer com dignidade intelectual que eles avançam. Até mesmo o Papa Francisco disse que, especialmente, os educadores precisam conquistar corações, mentes e mãos – que a todo tempo estão nas telas. Mas estamos diante de um neoliberalismo predador, que é sustentado por um tripé que envolve a uberização das condições de trabalho, precarização da vida e predação da natureza, transformada em dinheiro. É isso que sustenta essa crise provocada pela guerra cultural”, concluiu ele.
Mediadora da mesa, Bia de Lima alertou sobre o perigo da manipulação da população por meio de elementos íntimos como a família e a fé. “Algumas pessoas acabam iludidas com os conceitos de Deus, Pátria, Família e Liberdade. Pensam que defendem isso, mas aí vem os problemas culturais de ilusionismo aos desavisados. A utilização dos meios de comunicação para induzir sobre o que você deve pensar e como deve se posicionar. Cuidado com a utilização de conceitos, de cultura, e de coisas tão íntimas como forma de dominação”, disse ela chamando a atenção dos participantes para o uso das redes sociais.



