Servidores públicos de Goiás preparam paralisação geral para reivindicar direitos

O ano de 2025 começou agitado para os servidores públicos de Goiás. A aprovação da Data-Base de 4,83%, nos primeiros dias do ano corrente – em sessões extraordinárias da Assembleia Legislativa de Goiás -, só prevê o pagamento no novo percentual no próximo mês de maio, deixando os servidores no prejuízo.

Por isso, a deputada estadual Bia de Lima, que também preside o Sintego e coordena o Fórum em Defesa dos Serviços e Servidores Públicos de Goiás, se reuniu nesta sexta-feira, 24, com entidades que compõem o coletivo para discutirem as pautas de luta para os próximos meses, entre elas o Ipasgo, os mandatos classistas e as carreiras das diversas categorias do funcionalismo. No encontro, ficou definido que haverá uma paralisação geral das categorias – Educação, Saúde, Segurança Pública, Administração Direta, entre outras -, para reivindicar melhorias para as carreiras e para os servidores. A data ainda não foi definida.

De acordo com Bia de Lima, a reunião é um momento bastante importante para aproximar ainda mais o Fórum, composto por mais de 30 entidades representativas de todas as categorias, e organizar as estratégias de mobilização para a cobrança das promessas do governo e reivindicar os direitos retirados pela administração de Ronaldo Caiado.

“O governador prometeu a recuperação das carreiras dos servidores, mas, na verdade, isso não aconteceu. Vamos nos reunir para mostrar que o estado de Goiás está longe de ser bom para os servidores e, principalmente, para expor a retirada de muitos dos nossos direitos ao longo das duas gestões do Caiado, como o quinquênio, as aposentadorias, as licenças. As propagandas mostram uma realidade que não existe. Não estamos satisfeitos com o que está acontecendo no nosso estado”, afirmou Bia de Lima.

“A aprovação da Data-Base foi complicada, não houve clareza, inclusive na votação, algo que eu nunca tinha visto em mais de 30 anos no serviço público. Não seria equivocado se a alíquota fosse aplicada agora, já em janeiro, no entanto, o governo fez uma manobra para aprovar no início do ano, mas o pagamento só será iniciado em maio, deixando os servidores com cinco meses de defasagem e prejuízo. Isso não é justo com os trabalhadores”, pontuou ela.