Comunicação

15 de maio de 2015 | 13:40

Educação pública em Goiás: um direito comprometido

Diante desse quadro difícil, há razões mais do que suficientes para que os educadores parem suas atividades em busca de uma solução. Denunciar o que vem ocorrendo no interior das escolas estaduais é um dever profissional. A sociedade não pode aceitar com naturalidade que seus filhos estudem em escolas com profissionais mal pagos e desmotivados, com tetos desabando, com quadras descobertas, sem produtos de limpeza, sem laboratório de informática e ciências. Tampouco podem os trabalhadores em educação se sujeitarem com naturalidade aos salários abaixo do que garante a lei, às péssimas condições de trabalho, à falta de transparência na aplicação das verbas destinadas privativamente às políticas educacionais, principalmente, para o pagamento dos professores.

A luta dos trabalhadores em educação, neste momento, tem duplo significado e importância. Por um lado, reivindicar seus direitos enquanto classe trabalhadora; por outro lado, como profissionais que formam cidadãos, alertar a sociedade sobre as péssimas condições que estão as escolas públicas de Goiás.

Não nos intimidaremos e não nos abateremos diante de nenhuma dificuldade, pressão ou ameaças contra nossos direitos. Citando nosso mestre maior Paulo Freira, “lutar é difícil, mas é possível”.

 

Bia de Lima
Pedagoga especialista em Educação Brasileira
Presidenta do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego)
Presidenta da CUT - GO




Imprimir